O valor das cores

Fevereiro 08, 2017

O valor das cores

Madeira é marrom, certo? Mais ou menos. Na variedade de madeiras de manejo sustentável que usamos na nossa marcenaria (que seja para móveis de design ou projetos sob medida) tem tons de marrom, sim. Mas de amarelo também. E de laranja, de vermelho, até de roxo. Tem madeiras acinzentadas, listradas, esverdeadas, douradas... sem contar, claro, o branqueamento e a ebanização.

Tudo bem, mas ainda estamos no domínio de tons naturais, suaves. E se quiser algo vivo, vibrante, intenso? É por isso que existe a laca! Que não é - vamos parar com esse preconceito! - uma alternativa à madeira, e sim um tratamento dela. Ué, como assim, laqueiam madeira maciça? Oh, se laqueamos! E fica mais linda, mais durável, e muito mais sustentável também. Sabe a nossa estante Dadà? Ela é sempre em jequitibá, que seja natural ou laqueado em cores.

A laca transforma radicalmente o visual de um móvel. Vale para aquela velha cômoda meio brega da tia-avó, que pode se transformar em uma peça jóvem e urbana; e vale também para peças de design minimalista e contemporâneo como as da Acierno. Veja por exemplo como muda a prateleira Trecentoventi Piccolo dependendo do acabamento. E é por isso que temos muitas novidades em lacas coloridas chegando muito em breve na loja e no site...

Mas... peraí, não corre o risco de me cansar, uma cor forte de laca? Claro que sim. Claro que uma laca forte um dia cansa. Cores tem suas modas também: e até a gente, que prefere produtos atemporais, este ano caiu na tentação do verde Greenery, cor do ano 2017 da Pantone, que é uma cor maravilhosa mesmo. O verdadeiro segredo, para não cair tão facilmente no cansaço, é escolher com muito cuidado. Escolher bem desde o começo é melhor do que ter que pintar de novo em outra cor: custa menos, minimiza o transtorno, e é claramente melhor para o meio ambiente. Vamos ver como.

Primeiro: escolher com cuidado o tamanho da peça. Uma cozinha inteira em laca Greenery daqui a três anos pode ficar difícil de aguentar; já uma pequena estante, como a nossa Tric-trac Junior, provavelmente menos. Na dúvida, tons menos agressivos para peças maiores ajudam. Até porque uma boa laca texturizada, no ponto certo de branco ou de preto, é sempre uma solução de grande elegância. Pode misturar laca e madeira? Pode. E ajuda para suavizar. Viu como ficaram legais as bandejas Guantiera na mistura laca/madeira na foto deste post?

Segundo: escolher com cuidado as combinações. Todo ambiente - que seja uma sala de estar, uma cozinha, um escritório, um quarto, um banheiro... - tem tons e cores preexistentes. De paredes, de acessórios, de tapetes, de objetos de uso cotidiano. A nova cor de laca do móvel que chegará precisa se harmonizar com o contexto dela - pode até ficar maravilhosa no catálogo, mas se não combinar com o resto, inevitavelmente vai parecer brega. 

Terceiro: escolher com cuidado a tonalidade exata. Ou quer dizer que quando vai fazer a unha chega lá e diz "pega um vermelho qualquer, por favor"? Pois é, escolher a laca de um móvel ou de uma cozinha não é muito diferente. É importante ir um pouco além das banalidades de que vermelho energiza e azul relaxa, tá? Há tons de vermelho que conciliam a reflexão e estimulam a memória e a tomada de decisão, dependendo da percepção de cada um - e uma memória agradável ou uma decisão acertada relaxam muito mais do que uma parede azul marinho. Assim como há azuis que passem uma energia incrível: para mim, por exemplo, funciona muito bem um azul claro algo esverdeado, o das águas cristalinas da ilha de Lipari, da minha infância.

Escolher o objeto de design certo na cor certa não é fácil, mas é fundamental. Porque faz toda a diferença entre um simples gasto e uma experiência transformadora. Quer ajuda para orientar suas reflexões? Vem nos visitar então. Nossa equipe conhece o valor das cores, e adora trocar uma idéia.

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Carlo